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Conectividade aérea e turismo

Conquistar voos não basta: Piauí precisa trabalhar para mantê-los, diz especialista  

Gisele Lima destaca que rotas aéreas só se sustentam com o envolvimento de todo o trade turístico

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Com apenas seis rotas aéreas diretas para outros estados, o Piauí precisa unir esforços para manter os voos existentes, em um trabalho conjunto com todo o trade turístico. A manutenção dessas rotas impulsiona significativamente a economia local, podendo até triplicar o movimento de turistas.
 
Essa foi a principal mensagem da sócia-diretora da Promo Marketing Inteligente, Gisele Lima, durante sua participação na Feira de Turismo do Piauí (Fetur), realizada nos dias 8 e 9 de maio, em Teresina.

Sócia-diretora da Promo Marketing Inteligente, Gisele Lima (Fotos: divulgação)

 

“Conquistar uma rota aérea é só o começo. O verdadeiro desafio é mantê-la. A companhia aérea coloca o voo, mas é preciso que todo o trade turístico, incluindo hotéis, restaurantes, agências de viagens, governo e iniciativa privada, trabalhe para que o voo gere lucro”, afirmou.
 


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Com experiência em marketing turístico e inteligência estratégica para mapeamento de mercado e prospecção de novas rotas, Gisele alerta que a baixa conectividade aérea prejudica o crescimento do turismo. Segundo ela, uma nova rota pode impulsionar a economia local em até 30%.

“A conectividade aérea acelera o desenvolvimento econômico numa velocidade um terço maior do que outros tipos de investimento”, destacou.
 

Cada novo voo tem também o potencial de triplicar o fluxo de turistas, desde que exista planejamento e cooperação entre os setores envolvidos.

Aeroporto de Teresina 

 

Gisele citou como exemplo negativo a perda da rota entre Teresina e Belém, descontinuada no primeiro semestre de 2025. Apesar de boa ocupação no trecho Teresina-Belém, a volta registrava baixa demanda.

“Cerca de 95% dos passageiros viajavam do Piauí para o Pará, mas apenas 5% faziam o trajeto inverso. Faltou uma ação coordenada para atrair passageiros do Pará para o Piauí”, explicou. Com a suspensão, mais de 33 mil passageiros, número registrado em 2024,  perderam essa opção de conexão direta.
 


Fundo para voos regionais

Atualmente, o Piauí conta com três aeroportos com infraestrutura para operações comerciais regulares. No entanto, dois deles, com foco em rotas regionais, estão sem voos, devido à suspensão recente das operações. Como a dificuldade é nacional, Gisele defende a criação de um fundo público para subsidiar essas rotas até que se tornem economicamente viáveis.

“Esse fundo viabiliza o início das operações. Depois, entra o plano de marketing, que precisa aquecer a demanda. O voo só se mantém se houver passageiro no assento”, disse.


Ela reforça que os subsídios não devem ser vistos como caridade, mas como uma ferramenta estratégica de desenvolvimento.

“Mobilidade é dever do Estado. E o turismo é uma das formas mais rápidas de gerar crescimento econômico. Mas a rota aérea precisa ser alimentada constantemente com passageiros. A companhia aérea não manterá uma rota deficitária por muito tempo”, concluiu.

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